quinta-feira, 30 de maio de 2013

COMO AMAR – Parte I


Como prometido faremos agora um estudo sobre o verdadeiro amor.
Como mencionamos anteriormente existem quatro tipos de amor Stergos que se trata da afeição pelos membros da família. Eros, que é o amor ávido e egocêntrico, que inclui intenso desejo sexual. O Philos, ou Fileu, que é o amor de amigo. E o Agape, que é o amor que não se espera nada em troca. Levando em consideração que casamos para fazer o outro feliz, o Agape é o que se melhor se adequa para o nosso estudo.

Vamos lá. Primeiro precisamos enfatizar que o amor Agape não se trata de sentimentos, propriamente dito, mas de atitudes. Vamos, então, tomar como base em I Coríntios 13:1-8, que trás uma bela definição e mais completa do verdadeiro amor.
No versículo 4 do capítulo 13 de Coríntios, a Bíblia vai citando as qualidades do amor. Observe que todas essas qualidades se tratam de ações, reações e comportamento, ou seja, atitudes e não de sentimento.

“O amor é paciente...”. PACIÊNCIA, podemos definir como mostrar autocontrole. Todos erramos, todos estamos suscetíveis a erros, ninguém é perfeito. Seu cônjuge vai fazer coisas que te desagradará, que te magoará e que te deixará triste, mesmo que ele não queira. E você como reagirá diante disso?  Vai se revoltar, gritar, rancar os cabelos, pegar suas coisas e sair de casa?  Será que isso irá resolver?  Você deve agir de forma sábia. Crie um ambiente seguro, onde se possa cometer erros e concertá-los. Se você berra a cada erro do seu cônjuge ele se inibirá em continuar tentando melhorar, o caminho para se chegar ao acerto é cheios de tentativas e erros, e você precisa ser parceira(o), companheira(o) e mostrar que você está ali, para o que der e vier. Paciência é atitude e não sentimento.

“...é benigno...”. BONDADE, dar atenção, apreciação e incentivo. Vamos começar pela atenção. Todo ser humano precisa de atenção. Até as plantas quando não recebem atenção murcham e morrem imagine seu companheiro(a). Dar atenção não é simplesmente escutar, mas ouvir. Nós pensamos quatro vezes mais rápido do que falamos, é muito barulho interno acontecendo em nossa cabeça enquanto ouvimos alguém. Por isso, ouvir exige um esforço em silenciar esses ruídos internos para ouvir atentamente o outro e entende-lo verdadeiramente, sentindo as coisas como quem fala sente. As outras duas definições são apreciação e incentivo. Seja bom com seu parceiro(o), aprecie as suas qualidades e seus esforços. A cada conquista, elogie-o(a). Nós não nos damos conta de como um elogio é importante. Temos a tendência de jogar na cara os erros e defeitos a cada oportunidade e isso acaba desestimulando o outro ao invés de incentivá-lo. Receber elogio é uma legítima necessidade humana, essencial nos relacionamentos saudáveis. Mas vale lembrar que o elogio deve ser sincero, viu.

“...o amor não se arde em ciúmes (não inveja), não se ufana (não se vangloria), não se ensoberbece ( não se orgulha)...” HUMILDADE, sem pretensão orgulho ou arrogância. O ego pode de fato interpor-se no caminho e criar barreiras em um casamento. Achar que sabe mais, que não precisa de ajuda não a (o) fará melhor do que o outro. Humildade é pensar menos a respeito de mim mesmo, e se dar conta que precisamos do outro, que nós seres humanos somos dependentes. Um par de mãos me tirou do útero da minha mãe, outro trocou minhas fraldas, me alimentou, me nutriu, outro ainda me ensinou a ler e a escrever. Agora outros pares de mãos cultivam minha comida, entregam minha correspondência, coletam meu lixo, fornecem minha eletricidade, protegem minha cidade, e defendem minha nação. Um par de mãos cuidará de mim e me confortará quando eu ficar velha, e, por fim, outro par de mãos me levará de volta à terra quando eu morrer. Dizer que não precisa de ninguém é ser inocente demais.


Continua...

domingo, 26 de maio de 2013

Amando meu amor



Sempre pensei que amor era sentimento. Antes de casar, dizia amar meu namorado, minha mãe dizia que amor de verdade só se conquista quando como sal junto. É expressão que quer dizer que o amor de verdade só acontece quando moramos com a pessoa.

Mas afinal de contas, o que amar? Amor, segundo a Bíblia, temos 3 tipos de amor, o amor erus, que é o amor sexual, tem haver com o desejo carnal, o amor fileu, que é amor que sentimos por nossa família, o amor condicional, que é eu amo a quem me ama, e o amor supremo, o mais mais de todos, o amor ÁGAPE. Esse é o amor de atitudes, o amor que fazemos sem esperar nada em troca. Mas, peraí! Então devemos amar nosso cônjuge sem esperar nada em troca. Como assim? Primeiro temos que ter claro o que é o casamento. É ser feliz ou fazer o outro feliz? Quem respondeu a segunda opção acertou. Por mais que seja difícil essa é a chave de um casamento duradouro e feliz. Quando amamos usando o amor ágape, amamos incondicionalmente, sem esperar nada em troca. A nossa maior satisfação é ver a felicidade do outro.

Sim, mas como se ama dessa forma? Em I coríntios 13 dá altas dicas. Se analisarmos todas as características desse amor descrito pela Bíblia veremos que esse amor, não se trata de um sentimento propriamente dito, se trata de atitudes. O amor é, o que o amor faz. Na próxima postagem estaremos desmiuçando cada atitude desse amor, e como amar nosso cônjuge de verdade.
Abraços, até a próxima

domingo, 19 de maio de 2013

O que é casamento?


O conceito de casamento é muitas vezes assimilado por nós, mulheres, como o casamento de contos de fadas, onde tudo é perfeito e todo momento é momento de romantismo com flores e bombons. E por conta disso, o choque de realidade assusta.
Muitas pessoas dizem que "casamento é um buraco: quem tá fora quer entrar, e quem tá dentro quer sair".
Podemos explicar essa expressão pela surpresa que gira em torno do casamento para os solteiros. A curiosidade de como será dormir e acordar com a pessoa amada, de sair com o amado sem ter hora pra chegar, a sensação de liberdade de ter sua própria casa etc... Porém quando casamos, percebemos que esse buraco que “todo mundo quer sair” se deve ao fato das responsabilidades adquiridas com o matrimonio. É como se deixássemos de ser jovens para sermos adultos, independente da idade. Em alguns casamentos a magia da paixão vai se perdendo ao longo do tempo e muitas vezes parece que a resolução mais simples é sair desse buraco. Já outros se deparam com choques culturais logo de início, causando inúmeros conflitos.
Primeiro temos que entender que casamos com um outro ser humano, com qualidades e também DEFEITOS, e que também temos qualidades e defeitos. E se casamento fosse tão ruim não produziria frutos tão maravilhosos: os filhos.